Eventos como este merecem toda a nossa atenção: O projeto “Mulheres que Encantam” apresenta 18 árias de óperas famosas de Heitor Villa-Lobos, Giacomo Puccini, George Gershwin, Franz Schubert, e entre outros, Leonard Bernstein. Intérpretes como Zizi Possi, Mônica Salmaso, e Fabiana Cozza estarão no palco. A entrada é franca. Será no próximo sábado, dia 23 de novembro, às 17h, no Parque da Independência.
Produzido pela Kavantan, parceira de longa data, a direção musical é de Nelson Ayres e o repertório divulgado para o evento é:
ZIZI POSSI: Élegie (Massenet) e Ave Maria (Schubert)
ROSANA LAMOSA: Valse Musette, de La Bohéme (Puccini) e Ária da Bachianas Brasileiras nº 5 (H. Villa-Lobos)
MÔNICA SALMASO: Melodia Sentimental (H. Villa-Lobos) e My Man is Gone Now, da ópera Porgy and Bess (G. Gershwin)
ROBERTA SÁ: Luar do Meu Bem (Claudio Santoro) e Summertime, da ópera Porgy and Bess (G. Gershwin)
MARIANA DE LA RIVA: I Love You Porgy, da ópera Porgy and Bess (G. Gershwin) e Estás en Mi Corazón (E. Lecuona)
FABIANA COZZA: Modinha (H. Villa-Lobos) e Berceuse da Onda que leva o Pequenino Náufrago (Lorenzo Fernandez)
SAULO JAVAN: Somewhere, da ópera West Side Story (Bernstein)
DUO ROSANA LAMOSA E SAULO JAVAN: Valsa, de A Viúva Alegre (F. Lehar)
DUO FABIANA COZZA E SAULO JAVAN: Amor em Lágrimas (Claudio Santoro).
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Bom sábado de sol e um ótimo final de semana para todos!
Enquanto o vilão interpretado por Mateus Solano estava sendo desmascarado, ontem, fiquei ouvindo comentários de pessoas que acham muito exagerado o texto de Walcyr Carrasco. Isso porque o justiceiro do momento, interpretado pelo extraordinário Antônio Fagundes, comprou uma prostituta para o filho homossexual, tornou-se “pai do neto”, e, ainda na trama trocou a esposa pela secretária jovenzinha. Não é só: desmascarou o filho para voltar ao poder como diretor do hospital.
A lista de atrocidades da novela é extensa. Todavia, o cotidiano é mais cruel e desumano. Ainda não estamos refeitos de um crime horroroso, com a morte do menino Joaquim, e vem a notícia de uma jovem mulher, grávida de gêmeas. “Atingida por um tiro que entrou pela nádega e atingiu o coração”, o corpo foi encontrado nu, dentro de uma mala, boiando nas águas de um lago, em Itupeva, no interior de São Paulo.
Não são apenas mortes. Há o trânsito caótico do feriadão, a chuva ameaçando parar a cidade que também sofre com o excesso de veículos em suas ruas. Para alguns, o problema sério é comprar bugigangas para o natal; outros lutam com os livros, buscando aprovação escolar. Dá lista cotidiana não pode faltar o atual momento do julgamento do mensalão (Sempre é bom lembrar que a justiça é cega!). E indo pra fora do nosso país, há as mais de quatro mil mortes nas Filipinas, vítimas do tufão Haiyan e a lista poderia crescer mais e mais.
Penso que um autor de novelas tem de dar um duro danado para chamar e manter a atenção do público. Houve um tempo em que a maioria das pessoas voltavam para casa, descansando do dia de trabalho, distanciando-se do mundo. Haviam opções musicais (Saudade da Record dos anos de 1960!), o futebol e notícias em jornais e telejornais. Nesse tempo, sensacionalismo era coisa do jornal “Notícias Populares”. É bem verdade que aqui e ali apareciam programas com atrações de um certo “mundo cão”, distante de quem via as tramas escritas por Ivani Ribeiro ou Janete Clair.
Hoje um jornal sem sensacionalismo é exceção e o “mundo cão” parece ser todo o mundo. As pessoas não param nunca, vendo novelas entre uma ação e outra. Autores como Glória Perez partem para o exotismo, ambientando histórias em países distantes. Walcyr Carrasco, me parece, escolheu competir com a violência cotidiana. Até o humor – um componente frequente nos folhetins brasileiros – em “Amor à vida” é recheado com traição. A deliciosa personagem de Tatá Werneck poderia ser apenas a burrinha ambiciosa, mas vai além, somando traição e ganância.
No passado, coisa de cinema era o que dizíamos diante do inusitado. E coisa de novela era mocinha chorando pelo namorado. Agora, a mocinha vira monstrinho e parte para cima do irmão, batendo e rogando praga. O rapaz “apenas” abandonou a sobrinha na caçamba. Isso é novela! Na vida real, ele teria matado e jogado no rio, ou no lago. Só espero que, na luta pela audiência, nossas adoráveis heroínas não busquem justiça com as próprias mãos, matando e esquartejando seus oponentes.
Se o sol vem com calor insuportável, aumenta a vontade de não fazer nada. Fico feito jacaré, quietinho, tentando suportar a temperatura, achando que é tudo culpa do cimento armado, cobrindo a imensa região onde está a cidade de São Paulo que assim, fica impermeabilizada. As pessoas confundem terra com sujeira… E tocam a jogar cimento em quintais, jardins, pequenas áreas que somadas, arborizadas, melhorariam o clima da cidade.
Insisto sempre em que todas as pessoas deveriam ter umas plantinhas dentro de casa, nas soleiras das janelas, criando jardins internos ou aéreos, como o do topo do edifício bem em frente ao que eu moro. Nunca é o bastante aproveitar todo e qualquer espaço para uma plantinha. Só de olhar pro verde a impressão é de conforto, frescor. O verde na cabeça lembra o mato, para a zona rural de onde todos nós, mesmo que remotamente, viemos.
Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa compor muitos rocks rurais
E tenha somente a certeza dos amigos do peito
E nada mais…
Lá pras bandas de Minas, onde imperam montanhas e chapadas, conta minha irmã que o calor também se faz presente. E junto com o calor vem aquele incômodo das perceptíveis mudanças planetárias. Se a gente muda, se ocorrem mutações, é óbvio que o planeta, como um todo, também passa por transformações. O problema são os urubus de plantão alardeando o fim drástico, o tal aquecimento que pode resultar em degelo, muita água, muitas inundações, “revertério” total!
Se o calor tomou cidades, os campos e matas, pra perto do mar é que não vou. Vai que rola um tsunami! Eu nado tanto quanto um martelo. Mar, comigo, é pra molhar o pé e olhe lá! Passaria uma vida inteira olhando a inconstância das ondas, tão indecisas no eterno vai e vem; a imensidão, o mistério. Das expressões mineiras, uma das que mais gosto: Eta marzão grande, sô! Tão imenso, profundo, merece respeito. Não é pra ficar de bobeira perto dele.
Andei por andar, andei
E todo caminho deu no mar
Andei por andar, andei
Nas águas de Dona Janaína…
O pior é ainda ter que, pra chegar até a costa, enfrentar horas de decida insana, entre milhares de veículos. Com esse calor, permeado de momentos amenos, eu sonho mais é com vida mansa, sem ter que fazer isso ou aquilo. Além do mais, calor me deixa sem dormir e, consequência disto, uma irritação, uma vontade de, no final das contas, não fazer nada. Viver de brisa é sonho; mas, que eu gostaria, ah, isso sim, seria legal! Viver de e na brisa. Quer coisa melhor?
Vamos viver no Nordeste, Anarina
Vamos viver no Nordeste
Deixarei aqui, meus amigos, meus livros
Minhas riquezas, minha vergonha
Deixarás aqui, tua filha, tua avó,teu marido
Teu amante
Aqui, faz muito calor
No Nordeste faz calor também
Mas lá tem brisa
Vamos viver de brisa, Anarina
Vamos viver de brisa
Sempre que o calor toma conta relembro Anarina. E se ele me faz falta, aí sim, chamo por Anarina. Anarina sempre sai dos versos de Manuel Bandeira para atender meus chamados. Ela me dá sorte! Ontem foi tiro e queda: foi só lembrar Anarina que a chuva caiu, refrescando a noite e tornando este um domingo melhor. Tomara que continue assim, com mais dias amenos nesta semana. É o que desejo para todos.
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Até!
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Referências:
Casa no Campo – Zé Rodrix / Tavito
Quem vem pra beira do mar – Dorival Caymmi
Brisa – Música de Paquito sobre poema de MANUEL BANDEIRA.
Penso que o ser humano tem o hábito de fugir do que interessa e, para isso, apega-se a subterfúgios doidos. Por exemplo: é mais fácil questionar a virgindade de Maria, ou conjecturar se Jesus Cristo transou ou não com Maria Madalena. Difícil é seguir o mandamento máximo, “ame ao próximo como a ti mesmo”. Temos dificuldade em amar alguns dos nossos familiares, volta e meia temos ojeriza aos vizinhos, desprezamos pessoas por várias razões… E somos cristãos. Pra não encarar o que JC disse, para nem tentar vivenciar o tal mandamento, o melhor é desconversar com perguntas tipo “o que seria de Cristo se Judas não o traísse?”.
Além de fugir do que interessa, é fácil constatar o quanto as pessoas têm de dificuldade em encarar a própria realidade, a própria história. Quando alguém resolve investigar nossa vida pode descobrir aquela covardia camuflada, o egoísmo exacerbado, a usura, a maledicência, a gula, um furto. Também pode constatar que traímos, que fomos desonestos ou que, apegados aos bens materiais, deixamos até amigos e familiares em dificuldades enquanto compramos bolsas e perfumes caríssimos em viagem a New York.
Rabelais, o renascentista francês, já assinalou lá no século XVI sobre as dificuldades que temos em encarar o simples fato de que somos animais, ou meros seres humanos. Temos odores desagradáveis, acordamos com hálito de corrimão de pensão e não encaramos com tranquilidade nem mesmo a necessidade vital de devolver à natureza parte do que consumimos em termos de sólidos e líquidos, nomeando tal devolução por idiotas números “1” e “2”.
Penso em tantos motivos que levam nossos artistas a tornarem-se censores! Pode ser um monte de coisa e, entre elas, a mais banal atitude mesquinha que é temer que alguém possa ganhar alguns trocados escrevendo uma biografia. Inventam tantas desculpas, tantos motivos! E nenhum assume ser censor, embora para tal atitude não existir outra denominação.
Vamos fazer de conta que toda a quizumba não seja por conta de grana? Então, para colaborar com nossos queridos ídolos que querem ver suas vidas bem bonitinhas nas biografias, proponho uma biografia padrão. Vejam o modelo abaixo. É só substituir o “Fulano de tal” pelo nome do ídolo de sua preferência. Certamente com uma biografia “fofa”, eles percebam o ridículo de suas atitudes e pensem melhor antes de censurar o trabalho alheio.
Fulaninho de tal, uma biografia autorizada
Fulano de tal, o mais querido ídolo da MPB, nasceu em uma linda tarde de primavera. Magicamente, naquele dia um uirapuru pousou e cantou na árvore mais próxima da janela do lar da família de tal, prenunciando uma vida reta e plena de glórias. Com três anos, já sinalizando um futuro de êxitos musicais, fulaninho cantava em todas as reuniões familiares. Aos cinco criou sua primeira composição, escrevendo a letra e a melodia, mesmo sem ter sido alfabetizado e sem conhecer notação musical.
Um jovem religioso, Fulaninho rezava quatro vezes ao dia, nunca pensando ou fazendo maldades. Guardou-se sexualmente, chegando puro ao casamento, sublimando os desejos da carne em dias e dias de incansável trabalho social, ajudando velhinhas em sessões de Pilates. Nunca mentiu, nem blasfemou, nem cobiçou mulher ou homem, sempre honrando sua querida mãezinha e ajudando o papaizinho nas despesas do lar.
Na adolescência, cantando gratuitamente em festas de debutantes e botecos de esquina, foi descoberto por Beltrano de tal, empresário que conduziu o Fulaninho ao sucesso. De la para cá, o grande público sabe de tudo do ídolo mais querido das famílias do Brasil. Fulaninho guarda como o momento mais especial de sua brilhante carreira o dia em que, cantando, curou Cicraninha de tal, fazendo com que a garota tetraplégica viesse a tornar-se campeã de ginástica olímpica.
Os momentos mais difíceis de sua carreira ficaram no passado. Todavia, Fulaninho jamais superou ter emitido um arroto após o jantar na recepção de Dona Mariolinha Costa. Tambem ficou no passado aquele momento triste em que nosso ídolo, sem ter tido uma boa noite de sono, foi obrigado a usar blush para subir ao palco.
Sem esquecer suas raízes, o mais amado da MPB realiza shows de graça para a comunidade, doa cestas básicas para o retiro dos artistas e segue feliz sem fumar, sem beber, fazendo sexo apenas para procriação e dormindo sete horas por noite. Fulaninho prefere não comentar, mas doa 50% do que ganha para os órfãos de Tegucigalpa. A escolha do lugar distante é para justificar o nobre lema: fazer o bem sem olhar a quem.
Fulaninho se sente realizado. Aguarda pacientemente o dia em um anjo vira buscá-lo para que possa se juntar ao coro celeste em eternos louvores ao Criador. Que Deus fique com ele.
Tenha uma ideia concreta do potencial desses artistas na página já finalizada.
Os tempos são outros e há saídas para propostas culturais que vão além dos interesses meramente comerciais. A produção de grandes artistas sempre esteve condicionada aos interesses de mecenas, produtores e mais recentemente aos objetivos de marketing e comunicação de grandes empresas. Novas possibilidades surgem através de ações coletivas, onde grupos de pessoas interessadas em uma forma de arte ou em um artista podem financiar a produção de livros, peças de teatro, discos, HQs, etc. A dominação cultural elitizada pode virar apenas história.
Octavio Cariello é um grande artista. Cariello já é velho conhecido deste blog (clique). Ao lado de Pietro Antognioni, Cariello lançou “Portais”, um projeto de quadrinhos para viabilização através de financiamento coletivo, através do Catarse.
“Contar uma história em forma de ficção-científica épica pareceu uma ideia perfeita pra lidar com heróis, transformações, profecias, eventos históricos e relações sociais sem virar uma coisa chata e batida. “Portais” tem muita coisa inspirada em outras HQs, filmes, séries e livros; a gente quer contar uma história legal, com personagens bacanas que se esforçam em entender seu papel na história” escreveu sobre o projeto o próprio Cariello, autor do texto que está sendo ilustrado Pietro Antognioni.
“Portais” é a história de dois irmãos gêmeos que lutam pelo trono deixado por seu pai. A guerra vai acontecer e terá várias tribos envolvidas, além de cinco pessoas teleportadas de tempos e dimensões diferentes. Ao final, o leitor saberá o que eles tem em comum.
mais uma página de “Portais”
A dupla anda postando fichas dos personagens do projeto em página do Facebook e a obra, finalizada está prevista para abril de 2014. Há várias possibilidades de participação e os detalhes estão disponíveis abaixo.
Conheça a página do projeto no Facebook, clicando aqui.
Veja os detalhes do projeto e as formas de participação clicando aqui.
Conheça um pouco mais sobre financiamento coletivo clicando aqui.
Eu apoio este projeto. O talento de Cariello é incontestável e certamente “Portais” será mais um êxito na carreira dele e de seu companheiro de jornada.
Sempre lembro uma canção quando penso em minha mãe. Neste domingo, em que ela faz aniversário e que estou longe, quero postar e dedicar a ela “You light up my life”, a canção interpretada por Debby Boone.
Havia um programa de TV que ensinava inglês através de canções. Um dia mamãe deixou de fazer o que estava fazendo para aproximar-se da TV, admirada com a interpretação da cantora americana. Foi um desses raros momentos em que duas pessoas comungam intensamente o mesmo interesse e admiração por algo.
Feliz aniversário, Mamãe! Deus a abençoe e lhe dê muita saúde.
Beijo carinhoso!
Ah, essa canção vai também para todas as mães que iluminam a vida dos filhos.