Catherine Deneuve, de sonhos e devaneios

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Sonhei muito em ver de perto, pelo menos uma vez, o belo rosto de Catherine Deneuve. E ainda sonho vê-la, uma vez que seja, neste momento em que ela, belíssima, completa 70 anos (22/10/1943). Gosto de ver que o tempo passou, que Catherine Deneuve aceitou a vida e por isso carrega marcas da idade, sinais do tempo, longo tempo em que dura esse meu afeto.

Todas as vezes que me deparo com uma dessas mulheres de beleza ímpar, que foram vencidas por plásticas absurdas sinto uma espécie de traição. É como se elas estivessem enganando-me, fazendo-me crer que ainda são, mas que na verdade tornaram arremedos de si mesmas. Catherine tem alguns quilos acima do peso, rugas no canto dos olhos, a boca também sulcada por pequenas linhas. E assim mesmo mantém o porte de estrela, de mulher de beleza perturbadora, distante de um reles mortal como eu.

Catherine Deneuve

Quando adolescente, como muitos dos meninos de então, teci fantasias com a Bela da Tarde. Aprendi naquele filme de Buñuel que nenhum homem decifra totalmente uma mulher. O que ocorre atrás de um sorriso? Que fogo arde dentro de um olhar glacial? Aprendiz de machista, gostava da ideia de que há uma prostituta que se esconde no íntimo de cada mulher.

Um ano depois ela fez Mayerling. Dividindo a tela com outra deusa, Ava Gardner. Catherine fez uma pobre camponesa e eu já sabia que, infelizmente, nem toda camponesa russa é loura e maravilhosa, assim como nem toda italiana é bela como Sophia Loren. O que importa é que cinema é para sonhar e mulheres como Ava, Sophia e Catherine estrelaram infinitamente mais sonhos do que filmes.

A Bela da Tarde
A Bela da Tarde

Foi então que resolvi fazer um álbum de cinema. Nada muito sofisticado; colava recortes de jornais dos filmes que assistia e quando achava alguma foto do filme – coisa rara naquele tempo – colava junto ao recorte. Tomei gosto e acabei depois elaborando uma capa com três lindas louras: Jane Fonda, Sharon Tate e Catherine Deneuve. Havia Brigitte Bardot na contracapa, assim como Elizabeth Taylor na outra, e dezenas de deuses tornando meu álbum pra lá de bonito.

Esse álbum, já escrevi uma vez, ajudou-me a ter uma razoável memória cinematográfica. Foi coisa de adolescente; tanto é que não há nele o filme “Fome de Viver”, quando Catherine fez uma formidável vampira seduzindo Susan Sarandon. Nem Indochina, o grande filme da maturidade de Catherine, filmado em 1992.

Fome de Viver
Fome de Viver

Catherine faz 70 anos. E mantém o rosto humano, envelhecido e belo. Se ela fez alguma plástica, alguma correção facial, não estragou o rosto bonito, não tornou-se um fantasma plastificado. Ao lado daquelas que destruíram as próprias feições em nome de uma ilusória juventude, a idade e as feições de Catherine assumem um ar inequívoco de sabedoria, tranquilidade; sobretudo essa mulher, essa senhora francesa esbanja dignidade. Dignidade de estrela, de rainha.

Até mais!

Para lembrar Vinícius de Moraes

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Uma semana intensa impediu-me de homenagear Vinícius de Moraes na data de seu centenário, 19 de outubro. Gostei muito do que vi e li sobre o poeta, sobretudo de um, publicado no Portal Pv3. Flávio Monteiro é o autor de texto sobre os afro-sambas, um disco com nove canções de Vinícius de Moraes e Baden Powell. Vale a pena conhecer todo o texto. Veja o começo aqui e clique no link, logo abaixo, para conhecer todo o post do Flávio.

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Centenário de Vinícius de Moraes: Os Afro-Sambas

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Baden Powell e Vinícius de Moraes se uniram

para mudar os rumos da MPB

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É impossível reduzir a obra musical de Vinícius de Moraes a apenas um disco; um dos poucos que pode se orgulhar de ter trabalhado com inúmeros mestres da música brasileira, como Tom Jobim, Chico Buarque, Toquinho e, claro, Baden Powell (entre muitos outros), Vinícius compôs mais de 300 canções. Mas, como homenagem ao centenário de seu nascimento (19/10/1913), escolhi escrever sobre um dos mais importantes discos da música brasileira e que, coincidentemente, me apeguei muito nos últimos dias: Os Afro-Sambas.

CLIQUE AQUI E VEJA TODO O TEXTO COMPLETO SOBRE ESSE DISCO INCRÍVEL

Até mais!

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Relações comerciais em noite de sábado

O que pode lembrar um certo pacote
O que pode lembrar um certo pacote

Final de semana, aproveito um momento livre para comprar o objeto necessário. Na grande loja, enquanto espero pela disponibilidade de um vendedor, aproveito para observar alguns eletrodomésticos desejados. A vendedora aproxima-se; pergunto pelas condições de pagamento: – Caso o senhor tenha o cartão da própria loja pode pagar em até 18 prestações, sem acréscimo.

Sem saber que faço questão da distinção entre “necessário” e “desejado” a moça envia uma “atacante” na tentativa de que eu capitule, levando o tal cartão. A nova vendedora é sorridente, com olhos brilhantes e começa a desfiar as vantagens do cartão, evitando exatamente o que me interessa e que pode influir na minha decisão: – Qual a taxa de utilização, senhorita?

Quando percebeu que não conseguiria convencer-me a moça apelou: – O senhor precisa me ajudar. Respondo, sem titubear: – O Senhor ajuda a todos nós… Ela jogou a toalha e a primeira, só porque parei próximo de uma gôndola com programas antivírus, resolveu vender-me um programa 100% seguro. Pergunto se é o mesmo usado por Dilma Rousseff; caímos na gargalhada e ela permite que eu prossiga meu caminho.

Já com a compra efetuada enfrento uma fila para concretizar o pagamento. Um senhor, terceira idade, resolve descontar horas de silêncio em interminável papo com a senhora atrás dele. O problema é que ele está na boca do caixa e ignora os pedidos da funcionária para que coloque senha e termine a operação. A moça pede uma, duas, três vezes… O senhorzinho ignora solenemente enquanto conversa com a outra que, delicada, não indica ao mesmo que a caixa o aguarda. Tenho ímpetos assassinos.

Após pagar descubro que só consigo, no tal caixa, um comprovante que não dá direito a garantia. Para isso preciso da nota fiscal, em outro espaço, outra fila. A jogada me parece clara; ao evitar nova fila muitas pessoas saem sem o comprovante fiscal, o que favorece sonegação por parte da loja, e caso tenham problemas com o objeto comprado que reclamem ao bispo.

Segunda fila e obtenho a nota fiscal. Dia chuvoso, encaro a terceira fila aguardando que embrulhem e assim, projetam um pouco mais o objeto. Desta ouço o cidadão, tipo “autoridade”, querendo furar a fila para obter nota fiscal. Quando a atendente indica o final da fila, ele pede que chamem o gerente. A tal atendente enrola e vendo que a empacotadeira havia saído, resolve fazer o meu pacote. Percebo no ato que ela quer ganhar tempo para que o “autoridade” espere o máximo possível. Entro no jogo.

A empacotadeira improvisada, alegando que era a minha vez de ser atendido veio, calmamente e fez um horrendo pacote enquanto trocávamos sorrisos cúmplices, desdenhando do cidadão que mesmo com a vinda de uma gerente, só foi atendido depois que a fila terminou. Certamente saí da loja com o pior pacote de toda a minha vida, mas feliz com a compra mais a alegria da pequena vingança.

Voltei para casa pensando em Ademilde e na cantora de chorinhos que foi lembrada quando soube o nome da primeira vendedora. Também da segunda moça que tinha um nome cheio de consoantes, típica vítima da numerologia: Thayanny. Frances, a moça do caixa, estava calma, mesmo com a pressão de indicar uma nova fila a rabugentos como eu; e a moça da nota, a empacotadeira improvisada, minha querida cúmplice… Não guardei o nome.

Tento não ficar perturbado com o esquecimento do nome, mas sinto-me em dívida com a moça que, com graça e sutileza deu uma senhora lição ao sujeitinho. Permitiu-me aprender um pouco mais sobre relações comerciais e propiciou-me diversão em sessão de pacotes, sem qualquer acréscimo de preço, juros ou correção monetária.

Boa semana para todos.

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Seu Tarcísio, o galã, e Dona Fernanda, a mocinha

Tibério e Candinha, Tarcísio e Fernanda (Foto divulgação)
Tibério e Candinha, Tarcísio e Fernanda (Foto divulgação)

Nestas últimas semanas, mesmo sem seguir totalmente a novela Saramandaia, fui atingido em cheio pelo talento de Tarcísio Meira e Fernanda Montenegro. Dona Redonda já explodiu e João Gibão fez vôos belíssimos; todavia, a emoção maior vem das relações humanas, de um grande amor duramente sufocado que nos últimos momentos da vida de dois velhos soberbos, derrota-os fazendo surgir um casal apaixonado.

Tibério e Candinha, por si, não são personagens fáceis. Dois líderes de famílias antagônicas que sufocaram um amor e que reatam por interferência dos netos já “seria pano pra manga”.  Exigiram mais. Trataram de colocar Candinha cuidando de galinhas imaginárias e prenderam Tibério a raízes incômodas.

Nunca é demais aplaudir aqueles que são verdadeiramente grandes; o ator imobilizado por quase todo o seriado e a atriz contracenando com animais irracionais cativaram milhões e garantiram, até agora, momentos de intensa emoção. E se a idade e os papéis restringem os movimentos, é através de um primoroso desempenho vocal que se evidencia o melhor do trabalho dos dois atores.

Fernanda Montenegro veio do rádio e de lá trouxe a primeira bagagem de domínio da prosódia, da boa entonação. Tarcísio Meira vem de escola similar, experiência aprofundada em longos anos de profissão. Ela sempre foi a primeira e, entre as melhores, tem o nome destacado. Ele é o eterno galã e, talvez, pela beleza e pelo carisma de homem sedutor, tenha tido em alguns momentos o talento minimizado. O tempo, melhor de todos os professores, tratou de deixar bem claro o quanto de competência há nesses dois atores.

Tarcísio e Fernanda, por imposição de terceiros, contracenaram com muita gente de talento duvidoso. O galã, tendo que dividir espaço com mocinhas bonitinhas e a atriz, emprestando competência ao texto quando para as bonitinhas restava o “eu te amo”.  Sobreviveram! E como se a vida fosse justa (de vez em quando é!) surgiu o momento de ambos viverem o mocinho e a mocinha.

Dona Fernanda, belíssima aos 83 anos, virou menina brincando com um “tablet” para falar com o ser amado. Seu Tarcísio, aos 77 anos, ainda é o homem forte e viril, o galã que vence o impossível e rompe as próprias raízes para sair ao encontro da amada. “Roubaram a cena” é o jargão comum nessa situação. Nenhuma novidade é o que dirá todo aquele que ao longo dessas cinco, seis décadas, tem se deliciado com o magnífico trabalho desses dois atores geniais.

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Boa semana para todos!

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O Machado que não é de Assis

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Parece familiar a denominação Largo do Machado. O noticiário ou folhetos de agências de turismo citam o local onde há uma estação do metrô e também um serviço que leva os interessados ao Corcovado. Gostei de estar hospedado nas imediações do Largo que parece praça antiga de cidade pequena, embora paire no ambiente o inequívoco espírito carioca.

Os finais de semana do Largo do Machado me pareceram tranquilos. As árvores frondosas favorecem a permanência de pessoas desfrutando bons momentos; a maioria é gente da terceira idade que pratica ginástica em aparelhos específicos. Há outro tanto de gente que ocupa mesas jogando cartas, jogando conversa fora em atitudes bem pacatas.

Não sendo do Rio de Janeiro fiquei associando o Machado do Largo ao Machado de Assis. Noite de sábado, algumas horas de lazer, saí com amigos de cá e de lá para comemorar a alegria de viver (Leia-se “muitos chopes!”). Antes de chegar ao bar passamos por uma praça menor, com a estátua de um sujeito sentado sobre uma cadeira, tipo escritor: Bingo! Machado de Assis! Distraído com a boa companhia nem percebi que estávamos a dois quarteirões do Largo do Machado e que seria, no mínimo, incoerente ter uma praça homenageando o escritor e o monumento em outra…

Passei novamente pelo Largo do Machado. Fiz algumas fotos, priorizando a estátua e a igreja de Nossa Senhora da Glória. Olhando as senhorinhas frequentadoras do local brinquei de imaginar que entre elas estaria alguma descendente de Capitu e, com preguiça de ir até a outra praça, não fotografei o “Machado sentado”.

Largo do Machado Rio de Janeiro

Há pouco fiz descobertas embaraçosas… Para começar, o simpático Largo é Machado por conta de certo “André Nogueira Machado”, um oleiro que morou por ali. E não é só; também descobri que a estátua da praça ao lado é de José de Alencar, que por sinal dá nome ao local. Pior: tendo passado várias vezes pelo Engenho Novo, não me passou pela cabeça, nem por um momento, que fica naquele bairro a casa construída por Dom Casmurro… Que “grande conhecedor” de literatura e do Rio de Janeiro que sou!

Bem, continuo gostando do local. Lamento pelo oleiro, mas Machado será sempre o de Assis. Quem sabe um dia eu possa estar entre os velhinhos frequentadores do Largo, jogando cartas, brincando com a humanidade. Se isso acontecer e aparecer um mineiro radicado em Sampa que pensa que conhece o Rio, contarei ao dito cujo muitas histórias de Capitu passeando pelas imediações, sentando-se no mesmo banco que Helena, Iaiá Garcia e indicando ao incauto a estátua de Machado, na pracinha ao lado…

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Boa semana para todos!

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Nosso belíssimo planeta

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O maior evento fotográfico do ano é editorial. O lançamento do livro Gênesis, de Sebastião Salgado, mais que acontecimento artístico, é um grandiloquente registro de um maravilhoso planeta: o nosso! Com todas as interferências humanas, para o bem e para o mal, nosso planeta resiste; belo, poderoso, absolutamente encantador. As expressivas imagens do fotógrafo mineiro, radicado em Paris, propiciam uma viagem alucinante, extasiante, poeticamente terna e reflexiva.

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A viagem de Sebastião Salgado, para a feitura do livro, começou em 2004 e terminou em 2011, tendo passado por todas as regiões do mundo. A Antártica, no sul do planeta, abre o livro com imagens das Malvinas e da Patagônia. Depois vem capítulo denominado Santuários. Neste, as ilhas Galápagos, tribos da Indonésia, Madagascar e os planaltos de Papua – Nova Guiné.

Herd of buffalos, Kafue National Park, Zambia, 2010

África é capítulo contundente que começa pelo Saara e conclui com imagens da Etiópia. Após nos mostrar o que ainda há de selvagem nos EUA o fotógrafo encerra o livro com imagens da Amazônia e do Pantanal.

Sebastião-Salgado-Genesis-exposição-2

Publicado pela Taschen, editora alemã, é desejo do fotógrafo que o livro seja adquirido pelo maior número possível de pessoas. Comprei por um bom preço, via internet. Nas livrarias está bem mais caro; portanto, todo o cuidado é pouco já que o livro é um sucesso e as livrarias estão aproveitando para arrancar grana de quem não procura valores mais acessíveis.

O autor e a obra. As imagens deste post foram colhidas entre as disponíveis na Internet.
O autor e a obra. As imagens deste post foram colhidas entre as disponíveis na Internet.

245 imagens entre as publicadas no livro estão expostas no Sesc Belenzinho, em São Paulo. O evento começou no dia 5 de setembro e vai até 1º de dezembro, de terça a domingo. Um passeio e tanto para que, em meio ao caos paulistano, possamos redescobrir nosso planeta por meio das lentes mágicas de Sebastião Salgado.

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Bom final de semana!

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Amante indesejada

 

Sinto-a aproximando-se, já tomando conta do meu corpo

Provoca-me calafrios, arrepios,

Ondas frias que anunciam que sou refém

Totalmente dominado.

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Minhas mãos reconhecem regiões aquecidas por ela:

A testa, a nuca e as orelhas que, quando apalpadas

Respondem-me arrepios intensos.

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Devassa, penso eu, me quer por inteiro!

Derrotado, entrego-me à luxúria sob lençóis frios;

Tremendo, busco a respiração, também possuída, quase inerte.

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Promíscua, deixa claro que sou pouco para o que precisa

Exige drogas: fenilefrina, carbinoxamina…

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Extasiada e satisfeita com 800mg de paracetamol

Permite-me o sono reparador enquanto sai pelos ares

Pelo vento, por toda a cidade, buscando outro corpo.

Vagabunda insaciável, maldita gripe.

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Valdo Resende, Setembro/2013

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