Pausa para Will Eisner

Final de tarde, a sensação de que a vida é correção de trabalhos escolares (sim, os montes do post anterior foram substituídos por outros!). Antes de ir para a universidade para avaliar alguns grupos e buscar mais trabalhos para corrigir, uma pausa para manter o equilíbrio; com a amiga Marta Olivieri passei na exposição “O espírito vivo de Will Eisner”.

No Centro Cultural São Paulo, o norte-americano Will Eisner recebeu uma homenagem do tamanho do afeto que os brasileiros tem por esse artista. É uma exposição grandiosa, que merece mais que uma visita, não só dos apreciadores de HQ, as histórias em quadrinhos.

São 106 desenhos originais, uma estátua de bronze do personagem Spirit e três histórias completas em que constam os últimos desenhos do artista.

Estive lá para uma primeira abordagem, já que outro amigo, Octavio Cariello, já havia me dito que é passeio para um tempo maior, se queremos realmente aproveitar para observar o imenso talento de Will Eisner. Fui com a idéia de relaxar, deixar correr uma horinha ao lado de uma amiga, brincando de ser normal. Tão normal quanto um mineiro apaixonado por bondes.

Há mais de 60 anos que Will Eisner vem sendo publicado em todo o mundo. Influenciou gerações de desenhistas e é admirado por milhões de fãs. A exposição, que permanece até dia 18 de dezembro, priorizou as Graphic Novels, e o principal personagem de Eisner, Spirit.

Fica aqui um convite para um passeio rápido ou demorado, entre as mulheres sensuais e misteriosas, os incríveis desenhos e as aventuras de Spirit. A exposição encerra as comemorações dos 20 anos da Gibiteca Henfil do Centro Cultural São Paulo, que fica bem ao lado da Estação Vergueiro do Metrô.

Veja horários e outras atrações do CCSP em www.centrocultural.sp.gov.br

Aproveitem!

5 comentários sobre “Pausa para Will Eisner

  1. Reginaldo Tenório

    Will Eisner era muito mais que um desenhista, era um contador de histórias, e de ótimas histórias. Um dos poucos que sabiam trabalhar os dois lados dos quadrinhos com qualidade indiscutível. Tenho o album New York dele e é um show.
    Era um mestre da narrativa. Lembro a 15 anos atrás, eu com meus 15 anos de idade (vou jogar no bicho o número 15, hehe) quando peguei em mãos o Quadrinhos e Arte Sequencial de 1985 e aquilo estava muito a frente do que se fazia na época e ainda hoje se vêem muitos “artistas” incensados que não tem um décimo do talento do Eisner.
    Eisner cunhou o termo Graphic Novel, alçando os quadrinhos a um status que nunca antes tinha alcançado, e graças a eles tivemos grandes nomes, quadrinhistas e autores ( que não só trabalhavam nas linhas de produção dos comics americanos) como Alan Moore, Neil Gaiman, Frank Miller, entre outros, mas só para citar os mais conhecidos.
    Não sabia dessa exposição, mas agora vou me programar.

  2. Vanderlei Verdegay

    Muito bom Valdo, gostei… Não conhecia Will Eisner… Um trabalho interessante, eu me amarro em HQ….

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