Parece que meio mundo foi para o Rio, para o Rock In Rio. Prometendo ficar em casa, fiquei, mas foi lá em Uberaba, com minha mãe e irmãs. Bom menino que fui e sou, só estive na missa domingo, pela manhã, na comemoração dos 500 anos da conversão de São Jerônimo Emiliani (Ainda escreverei com detalhes sobre esse santo). E só. Dentro de casa, quietinho.
Noite viajando, segundona braba, cheia de Metállica por todos os lados e continuarei na contramão. Com Gal Costa, que continua cantando como nunca e completando 65 aninhos hoje. Logo voltarei a escrever sobre essa moça, que tem a suavidade na voz. Ela está lançando um disco só de inéditas, todas de Caetano Veloso. Falarei sobre Gal, com prazer. O lance, hoje, é homenagear essa fera.
Pra não ficar totalmente na contramão, com tantas meninas levadas nesse Rock In Rio, vou lembrar um momento ousado da cantora baiana. Deu um falatório danado! E ela, tranqüila e serena, cantando como sempre. Ave Gal! Feliz aniversário.
Indagaram se eu não escreveria sobre o Rock In Rio. Fui quase intimado a escrever, o que não se faz necessário, já que gosto mais de escrever do que de rock. Cheguei a cogitar de ir ao evento. Minha querida Juliana Ramalho até que mediou a venda de uns ingressos, que alguém ganhou e que estava passando adiante. Fui ver a programação do dia em questão; das vinte e cinco atrações oferecidas teria e tenho real interesse em três: Milton Nascimento, Esperanza Spalding e a Orquestra Sinfônica de Heliópolis. Para isso eu esbarraria em Nx Zero ou Tulipa Ruiz. Não cometi pecado recente; não careço de punição. Declinei.
Fui verificar a programação...
Após desistir do tal dia, tentei interesse em algum outro dia e a média foi mantida. Três, às vezes duas, uma vez quatro atrações seriam realmente interessantes. Todavia, nada que eu não possa ver por aqui mesmo. Mas, tem o lance da tribo, da moçada, do ambiente. Bisbilhotei bastante o ambiente.
A “cidade do rock” é bonitinha. Pareceu-me segura. Se eu fosse mais jovem, minha querida mamãe não precisaria ficar preocupada. Não tem barro, assim, poderia ir com minhas roupas de “grife”. Também mamãe não ficaria perturbada, com receio de uma má alimentação: tem praça de comidinhas. E se eu ficasse entediado com Claudia Leitte teria o shopping ou o parque de diversões pra me distrair, aguardando outra “grande” atração. E tranqüilidade maior das mamãezinhas: todas as lojas e em todos os pontos de venda de qualquer coisa aceitarão cartões de crédito. E há caixas eletrônicos! Mamãe pode até mandar mais “algum” caso a criança gaste além da conta.
A Ivete até que é bem bonita! Dia 30.
Os tempos mudaram e as crianças de hoje vão lá chorar amores perdidos enquanto saracoteiam com algum bom som. Eu iria, se fosse de graça e bem pertinho, sem ter que encarar um monte de “nãos”.
Não pode levar alimentos, tipo sanduba de mortadela (Tem que comprar!). Não pode levar uma boa câmera fotográfica (Investimento perdido!), nem pode levar guarda-chuva! (Santo Deus, quem pensaria em levar guarda-chuva pra um festival de rock?). E também não pode ir de carro particular, só de transporte público (aqui, a coisa não ficou muito clara; bicicleta ou moto, pode?).
Provavelmente terão alguns grandes momentos de rebeldia nesse Rock in Rio; Katy Perry ou Rihanna, Ke$ha ou Shakira, alguma dessas aí fará uma pose ousadíssima. O público, certamente, cantará junto com elas, com a Ivete Sangallo, com o Jota Quest… e tomará cerveja, muita cerveja. Certamente haverá overdose de cervejas. Depois, a criança irá para um banheiro químico expelir a “ceva”, se muito precisará de uma injeção de glicose… Nada que as mamães por aí não estejam acostumadas.
Também prometo não ver pela tv.
Desse Rock in Rio, lamentarei não ver Mutantes + Tom Zé no mesmo palco. E trocaria ingressos de todas as estrelas citadas só pra ver Janelle Monáe. Aguardarei outras oportunidades. Elas virão. A moçada da música do planeta descobriu que aqui no Brasil se ganha muito dinheiro, o povo tem de sobra pra pagar ingressos. Então, dá pra aguardar o festival de verão, o de inverno, o carnaval, o carnaval fora de hora, os festivais de todas as praias e tudo o mais que favorece o consumo que tanto desfalque dá na carteira do pai, mas que é a tranqüilidade da mamãe. Afinal, nas cidades do rock atuais, as crianças estão seguras.
Mundo pequeno, “mundo veio e sem portera” como é dito lá em Minas. Sem porteiras, cercas, divisões. Culturalmente são tantas as barreiras! Há uma brutal divisão econômica, entre os poucos ricos e os muito pobres; há divisões religiosas, onde cada grupo reivindica para si a correta interpretação da verdade divina. E há barreiras geográficas, temporais, afetivas… O tal “mundo veio” tem mais “portera” que mundo; por isso me sensibilizou tanto um pronunciamento do Papa Bento XVI sobre “Deus, arte e beleza” (Sim, eu leio o que o Papa escreve! hehehehe).
Chagall - Judeu a Rezar (O Rabi de Vitebsk), 1914, óleo sobre tela, 104 x 84 cm Veneza, Museo d'Arte Moderna
Primeiro fiquei interessado no que o Papa diria sobre arte. E gostei! “A arte é capaz de expressar e tornar visível a necessidade do homem de ir além do que se vê, manifesta a sede e a busca pelo infinito. Na verdade, é como uma porta aberta para o infinito, para uma beleza e uma verdade que vão para além do cotidiano. E uma obra de arte pode abrir os olhos da mente e do coração, direcionando-os para o alto.”
Vivendo no Vaticano – e quem já esteve por lá sabe que a gente tropeça em obras de arte por todos os corredores, nas paredes, no chão, no teto – não é difícil entender a familiaridade de Sua Santidade com o tema. O próprio é pianista e manifesta preferência por Mozart e Bach. Obviamente, ao exemplificar suas posições estéticas, Bento XVI foi para a grande herança católica: as grandes catedrais góticas e as imensas igrejas românicas. Surpresa boa foi o grande líder religioso ir além das fileiras católicas, citando dois artistas judeus.
Um concerto do luterano Bach foi regido pelo maestro Leonard Bernstein. O Papa confessou uma experiência estética singular ao ouvir a música de Bach sob a regência do americano Bernstein, judeu ucraniano na origem. Até ai, tudo bem, já que tradicionalmente a música não respeita fronteiras ideológicas, religiosas ou políticas. A boa música atravessa gostos e preferências pessoais atingindo o âmago do individuo de qualquer idade ou raça. A surpresa maior veio com outra citação do Papa, lembrando o pintor Marc Chagall.
Chagall, A Crucificação Branca, 1938 óleo sobre tela, 155 x 140 cm Chicago, The Art Institute of Chicago
Textualmente, o Papa escreveu: “… quantas vezes quadros ou afrescos, fruto da fé do artista, nas suas formas, nas suas cores, na sua luz, nos levam a dirigir o pensamento a Deus e fazem crescer em nós o desejo de chegar à fonte de toda a beleza. Permanece profundamente verdadeiro o quanto escreveu um grande artista, Marc Chagall, que os pintores por séculos tingiram os seus pincéis naquele alfabeto colorido que é a Bíblia”.
Marc Chagall, judeu por excelência, tem o reconhecimento de um Papa alemão, que viveu de perto os horrores do nazismo. (O Papa foi obrigado a alistar-se, tendo desertado antes do final da guerra). Muitos afirmarão que Chagall não careceria de reconhecimentos específicos, uma vez que a comunidade artística inteira respeita seu legado, tendo reconhecido-o em vida. O que conta, aqui, é a quebra de barreiras, a união entre os povos.
Chagall, A Queda do Anjo, 1923-1947, óleo sobre tela, 148 x 189 cm Basileia, Kunstmuseum
Bento XVI, sendo alemão de origem, entende a importância de seus gestos perante o povo judeu. Certamente é por isso que foi o primeiro pontífice a visitar um museu judaico e, em seus textos, apareçam as agradáveis lembranças de um Bernstein ou de um Chagall. Gosto da idéia de um Papa quebrando barreiras, derrubando porteiras. Muito bom saber que uma das maiores barreiras mundiais – a língua – tenha sofrido um duro golpe através de ato atribuído a ele: quando ainda sacerdote, durante o Concílio Vaticano II, o futuro Papa apresentou a proposta da realização da missa em língua local em vez de latim.
Bravo, Santidade! Que a arte contribua para seres humanos assim, dispostos a quebrar obstáculos, a unir toda a gente.
Está um texto grandinho para uma segunda-feira. Todavia, vale a pena alardear todos os atos, mesmo que pequenos, que unem os povos desse planeta.
Paz para todos!
Nota: O texto original do Papa Bento XVI foi publicado no dia 31 de agosto, através de boletim da sala de imprensa da Santa Sé.
Este é um primeiro texto sobre Chagall que, sinto necessário, deve anteceder aquele que realmente quero escrever. Antes do tal que quero redigir, achei por bem apresentar a personagem. Marc Chagall (1887-1985) nasceu em Vitebsk, na Rússia. Um pintor facilmente identificável como poeta e sonhador.
À Russia, aos burros e aos outros. 1911/1912. Óleo sobre tela. 156 x 122 cm Paris, Musée National d´art Moderne, Centre Georges Pompidou.
Nas minhas referências pessoais, Chagall é o cara da vaca sobre o telhado, das pessoas voadoras, fragmentadas, dos instrumentistas que admiro e que nunca deixo de lembrar. Imagens de sonho, surreais.
Da Rússia o jovem pintor foi para a França, sem nunca deixar de pintar motivos e personagens de sua infância em meio à comunidade judia onde nasceu.
O violinista verde, 1923/1924. Óleo sobre tela, 198 x 108,6 cm New York, Solomon R. Guggenheim Museum.
Paris foi o destino dos pintores todos do início do século 20. Lá, Chagall conheceu os Impressionistas e toda uma gama de pintores ditos modernos. E é em Paris que o pintor realiza um de seus quadros mais famosos, onde valendo-se do Cubismo cria “Eu e a Aldeia”, cheio de fragmentos, visões, lembranças pessoais.
Eu e a aldeia, 1911, óleo sobre tela. 191 x 150,5 cm New York, The Museum of Modern Art
Sobretudo é o povo judeu, o povo da diáspora que vagueia pelo mundo, que Chagall elege como tema, como expressão. Ao longo de sua vida, sua obra será um elemento de união entre diferenças religiosas, um profeta da harmonia e da fraternidade.
Solidão, 1933. Óleo sobre tela, 102 x 169 cm, Telavive, Tel Aviv Museum
Essas imagens são um preâmbulo e uma sugestão de deleite, diversão para o final de semana. Logo volto a escrever mais sobre o motivo que trago Chagall para este blog.
Apesar do frio, que insiste em permanecer, a vida segue seu rumo. E o destino mais próximo é a primavera. Estive ouvindo a nova música de Marisa Monte, “Ainda bem” e a música me pareceu tão ou mais velha que “Body and soul”, o velho sucesso regravado por Tony Bennett e Amy Winehouse. Três bons cantores, bem assessorados, certamente essas duas canções serão tocadas, muito divulgadas, vendidas.
Penso em ficar quieto um pouquinho
Lá no meio do som
Peço salamaleikum, carinho, bênção, axé, shalom
Passo devagarinho o caminho
Que vai de tom a tom
Posso ficar pensando no que é bom…
Havia pensado em não escrever sobre Amy, o aniversário de Amy, a morte recente da cantora. E até pensei evitar escrever sobre o encontro dela com o cantor americano para não repisar os acontecimentos, já exaustivamente passados e repassados pela imprensa. Todavia, “Body and soul” é tão bom, a gravação dos dois astros é tão soberba, tão apaixonantemente boa! E aqui estou, deixando Marisa Monte com seu iê-iê-iê tardio para, partindo da canção de Caetano Veloso, curtir a canção americana.
Tony Bennett está comemorando o 85º quinto aniversário e convidou um time de gigantes para um disco só com duetos. Amy Winehouse foi escolhida para dividir com o cantor uma canção dos anos de 1930, “Body and soul”. O veterano cantor continua impecável e a jovem Amy esbanja elegância e domínio do que canta. Um encontro absolutamente feliz.
E foi ouvindo os dois cantores que “Nu com minha música”, a canção de Caetano Veloso, tomou conta do meu pensamento. Justamente porque Tony Bennett e Amy Winehouse permitiram-me realizar “o caminho que vai de tom a tom / Posso ficar pensando no que é bom”. E fui misturando todas as coisas deste dia e deixei fluir na tela do meu computador.
O frio está indo embora; a primavera logo vem. Seremos bombardeados pelo bom marketing de Marisa Monte; seremos embalados pelos duetos de Tony Bennett com seus convidados. Nesta e em interpretações similares é que Amy Winehouse perdurará sempre e sempre; portanto, vamos celebrar a vida.
Deixo fluir tranqüilo
Naquilo tudo que não tem fim
Eu que existindo tudo comigo, depende só de mim
Vaca, manacá, nuvem, saudade
Cana, café, capim
Coragem grande é poder dizer sim.
Sim; dizer sim para Caetano Veloso que com suas inspiradas letras dá-nos momentos de prazer, sim para os grandes intérpretes que cantam com a alma as canções que nós, pobres mortais, só conseguimos entoar perfeitamente em pensamentos. Sim para o vento frio dessa madrugada e para um possível sol, um desejado dia de sol.
Eu quero um dia de sol – mesmo que este exista só no meu desejo – porque é aniversário de minha irmã Waldênia e da minha amiga Fafá. Duas pessoas amadas por mim e por um montão de gente. E já que não estarei presente com presentes, paro por aqui, desejando…
Dizer que um artista está à frente do seu tempo é comum, quase óbvio. E quando esse artista cria uma obra que deveria ser apenas uma ilustração para um catálogo e esta se torna um ícone artístico? E se a exposição tem por título “This is Tomorrow” e o artista sinaliza, em 1956, um modo de vida que torna os dias de hoje, o tal amanhã que a exposição prenunciava? Vamos à obra e ao criador:
Just what is it that makes today’s homes so different, so appealing? (O que será que torna os lares de hoje tão diferentes, tão atraentes?). Colagem, 1956.
Fabrício Gomes do Nascimento, meu aluno, enviou-me a notícia da morte de Richard Hamilton, um dos ícones precursores da Pop Art. O artista faleceu em Londres, aos 89 anos. É chamado de pai da Pop Art e entrou também no universo musical via capa do “White Album”, dos Beatles.
Hamilton participou de um grupo inglês que discutia a evolução da cultura de massa e das tecnologias então nascentes que transformariam o planeta. Ao criar a exposição “This is Tomorrow”, o artista inglês e seus parceiros levaram a cultura popular para uma galeria de arte. Hamilton desfrutava do prestígio de professor no Royal College of Art e a Inglaterra ditava costumes e hábitos para o mundo.
Reproduzido acima, o primeiro grande ícone criado por Hamilton pode ser visto, guardadas as proporções e visualizando ajustes, como um retrato atual. O culto ao corpo representado na imagem pela pin-up e pelo halterofilista Charles Atlas, por exemplo, são primórdios dos corpos modelados em academias, algumas tatuagens decorativas, ou como outros, esculpidos em “lipos” e silicones. O lar visualizado por Hamilton é complementado com uma espécie de apologia aos produtos de massa: a história em quadrinhos, a televisão, cinema e vários objetos industrializados.
A Pop Art nasceu assim. O que poderia ter sido um movimento crítico – e Hamilton foi um crítico de seu tempo – foi utilizado de forma ambivalente pelos artistas americanos das gerações posteriores. A Pop Art americana é puro consumo. Multiplicidade de significados, ou significado nenhum, apenas o comum exposto como arte (latas de sopa) ou o ídolo musical e cinematográfico (Elvis Presley, Marilyn Monroe) tornado colagens, telas, serigrafias, tudo reproduzido e vendido em larga escala, tornando Andy Warhol – um dos expoentes americanos da Pop Art – um milionário.
Hamilton também criou uma obra sobre Marilyn Monroe. Se Warhol colaborou com suas obras para a criação do mito Marilyn, Hamilton disseca os mecanismos que transformam a atriz na estrela de cinema. (reprodução abaixo). Em plena maturidade, o artista inglês ainda mostrou, de forma contundente, sua verve crítica retratando como caubói ao ministro britânico Tony Blair, em 2003, pelo apoio que este deu aos americanos na invasão do Iraque.
My Marilyn, fotografias e óleo sobre tela.
O que admiro em Richard Hamilton é o olhar sobre a realidade, a tentativa de compreender o presente em composições visuais críticas. Um artista que nunca perdeu o humor, a ironia, propiciando-nos uma visão sobre o mundo. Quase um profeta.
Os dois últimos álbuns de Raul Seixas já estão nas lojas, em um Box duplo (Bilogia, Uma história em dois CDs de Carreira). “Uah-Bap-Lu-Bap-Lah-Béin-Bum!” e “A Pedra do Gênesis”, marcam o final da carreira do cantor e compositor, sendo seus últimos trabalhos individuais. Depois desses, sairia o disco de Raul Seixas com Marcelo Nova, “A Panela do Diabo”, lançado dias antes da morte do baiano, em 1989, aos 44 anos.
Com tanta gente produzindo bons discos aos sessenta, setenta anos, se vivo, como seria a produção de Raul Seixas? É comum ouvir dizer que os últimos trabalhos do roqueiro foram “decadentes”. Todavia, ante tanta mediocridade musical por aí, de jovens entre os 18 e os 25/30 anos, como é que se pode mesmo classificar a última safra do “Maluco Beleza”?
Há sucessos, dessa ultima leva: “Cowboy Fora da Lei”, “Cantar”, “A Lei” e “Lua bonita”. Contam que o processo de gravação de “Uah-Bap-Lu-Bap-Lah-Béin-Bum!” foi demorado, devido aos problemas de saúde de Raul. E há também, no segundo disco, “A Pedra do Gênesis”, canções que foram vistas como premonição, presságio.Todavia, nada mais são do que o aspecto filosófico que sempre marcou o trabalho do cantor e compositor.
Os dois trabalhos, originalmente lançados pela gravadora “Copacabana”, registram uma parceria profissional, Claudio Roberto, e uma parceria afetiva representada pelas canções feitas com Lena Coutinho, a última companheira de Raul Seixas. Pessoas que acompanharam os derradeiros movimentos de uma carreira profissional que sempre será lembrada pela universalidade de suas canções, o atemporal de letras inesquecíveis.
Vale conhecer; também vale o registro da obra pelo autor. Com o talento de sempre e a realidade que marcou seus últimos anos.
Toca Raul!
Nota: Faixas da “Bilogia”
Uah-Bap-Lu-Bap-Lah-Béin-Bum!
1.” Quando Acabar o Maluco Sou Eu”. Raul Seixas / Lena Coutinho / Cláudio Roberto
2.”Cowboy Fora da Lei”. Raul Seixas / Cláudio Roberto
3.”Paranóia II (Baby Baby Baby)”. Raul Seixas / Lena Coutinho / Cláudio Roberto